Taehyung soava frio em ver Hoseok não próximo dele depois de tantos anos. Ele estava em perto de vir cumprimentá-lo e Taeyang estava paralisado na sua frente olhando para o homem que nem sabia que era seu pai também. Taehyung já se mordia por dentro por ver Hoseok se aproximando depois de ter dito todas aquelas coisas para ele alguns anos atrás e agora, mesmo que tivesse dito que não queria ver o filho, ele teria que ver por bem ou por mal. Taehyung também se sentia super mal por ter cedido a vontade de seu filho e ter vindo naquela maldita festa que, se dependesse dele, Taeyang nunca pisaria.
Hoseok nem olhou na sua cara e já vou cumprimentando Taeyang. O seu cheiro não tinha mudado exatamente nada e Taehyung já sentia seu coração acelerar fortemente de nervosismo e mordia seus lábios forte para não deixar sua fraqueza aparecer. Taehyung, depois de oito anos, ainda não tinha esquecido Hoseok por completo e achava que tinha superado ele, só que por estar tão perto dele, mostrou que nada passava de sua negação.
Quando Hoseok levantou-se para cumprimentá-lo, os olhos deles iam de Taeyang para ele em uma velocidade rápida. Ele já deveria ter imaginado que a criança era dela, principalmente depois de te dito na cara do filho que se parecia com ele quando mais novo. Taehyung engoliu tão seco que na primeira oportunidade que teve, ele saiu correndo para poder derramar suas lágrimas em paz. E o único lugar que sabia que teria paz naquele castelo era o calabouço, onde tinha passado três anos da sua vida.
Ele olhou para dentro daquela cela, repassando todos os momentos bons que tinha passado com Hoseok naquele lugar. Todas as sensações de amor e de luxúria tinham voltado. Taehyung se xingou por ter deixado aqueles sentimentos saírem do baú que tinha feito dentro dele. Ele se amaldiçoou por não ter aceitado casar-se com a filha do Conde Seokjin, pois era a única pessoa que aceitava o fato dele ter um filho pequeno, e ter ido morar longe. Se tivesse aceitado, ele não teria que estar aqui.
Passos invadiram aquele lugar, acabando com a paz de Taehyung e o plebeu podia reconhecer aquele ritmos de passadas em qualquer lugar que fosse.
— O que queres de mim? — ele perguntou, ríspido. — Mesmo com tua proibição, eu consegui entrar aqui.
Hoseok se aproximou de Taehyung, pondo a mão em seu ombro, mas nervoso, Taehyung afastou a mão dele com brutalidade. Ele tinha mais medo ainda que conseguisse perdoar as palavras nojentas que Hoseok tinha dito para ele e caísse em tentação outra vez, já que ainda era muito apaixonado pelo mesmo.
— Não me toques!
— Por onde esteves, Taehyung? — Hoseok perguntou com a voz baixa.
— Por onde estive, Hoseok? — Taehyung queria pular no pescoço de Hoseok por fingir tão bem daquele jeito. — Há uma hora de ti, na zona rural.
— Pares de mentir! — o outro continuava representando muito bem. — Meu irmão foste atrás de ti e disse que já tinhas mudado de província.
— Um miserável como eu me mudar? — Taehyung riu, irônico. — Ninguém nunca vieste atrás de mim, Hoseok! Nunca! — ele disse. — E quando eu vim procurar-te, eu descobri que me impediste de chegar perto do castelo para me aproximar de ti. Não aja como não lembraste daquele dia que eu o vi no jardim com teus filhos e esposa, e me disse para nunca mais me aproximar de sua família ou de você! Agora eu que te digo, Hoseok, nunca mais se aproximes de mim ou de meu filho.
— Eu nunca mais falei contigo depois daquele flagra no lago!
Taehyung continuava querendo dar um soco na cara de Hoseok e bater até que aquela cara estivesse deformada, mas deformado no que a cicatriz que ele ficou depois de ter Taeyang e não ter tido um bom parto por não ter dinheiro.
— Mais uma vez mentido. — Taehyung bufou, rindo, mas seus olhos já começavam a expelir lágrimas. — Eu vim aqui e te disse que tinhas um filho comigo. Eu não queria teu dinheiro ou uma posição social boa. Não queria que voltaste para mim. Eu só queria que conhecesse teu filho e, pelo menos uma vez, pudesse dar um abraço nele.
— Tu não falaste comigo!
Ele conseguia ser sínico assim ou ele tinha batido a cabeça e perdido a memória?
— PARE DE MENTIR! — Taehyung chorou ainda mais. — Eu não me esqueço daquela humilhação.
— Falaste com meu irmão, Taehyung… Não me recordo se contei que meu irmão era meu gêmeo.
Taehyung pôs a mão no rosto, desmoronando mais uma vez. A sensação de mágoa, raiva e alívio de tão ter mais a culpa de que Hoseok não sabia que tinha um filho com ele, eram até palpáveis.
Hoseok soltava umas lágrimas, porém bem mais contidas do que de Taehyung. Ele aproximou do mais novo, colocando a mão em seu ombro.
— Eu não queria deixá-lo vim! — Taehyung ainda falava com lágrimas nos olhos. — Porém seria crueldade de não deixá-lo de aproveitar uma festa que sempre falaste para mim. Queria, mesmo que indiretamente, ele olhasse nos olhos do pai.
Hoseok tirou as mãos de Taehyung de seu rosto e o abraçou, forte. Naquele momento, Hoseok tinha esquecido qualquer coisa que estava se passando e começou a chorar, colocando a cabeça na volta do pescoço de Taehyung.
— Eu te amei tanto.
Ao ouvir aquilo, Hoseok se aproximou de Taehyung, dando um abraço. Mesmo não admitindo que estava com vontade de apertá-lo em seus braços e pedir para que nunca mais fosse embora, Taehyung só conseguia chorar e ter seu corpo ainda mais apertado por Hoseok, deixando-o um pouco mais calmo, enquanto jogavam palavras que precisavam ser ditas um para o outro.
— Me dê um beijo…
Hoseok pediu enquanto as coisas ficaram mais calmas. Taehyung quis beijá-lo. Ele queria beijá-lo. Queria matar a saudades daqueles lábios que tanto o faziam falta, porém Hoseok era casado e Taehyung não queria se sentir pior do que já estava por estar ali, abraçando em um homem casado e adorando sentir o seu cheiro novamente.
— Não. — ele negou, mesmo que contra seu desejo inteiror. — Tu sabes que sou fraco por ti e se beijá-lo, posso esquecer de tudo e eu não quero mais nada contigo, pois sei que nunca mais terei. És casado e tens filho, Hoseok. Respeite-os, ok? E, por favor, não chegues mais perto de mim ou de Taeyang.
— Ele é meu filho também.
— Infelizmente! — Taehyung se separou, raivoso dele, por ter soltado o infelizmente, por Hoseok. — Porém, eu que criei sozinho até agora. Eu que tenho que sofrer preconceito por ser considerado um prostituto, sabendo que a única pessoa que me entreguei foi você.
Taehyung saiu do calabouço, limpando suas lágrimas e correu até o filho, pegando-o no colo, levando-o para fora do castelo.
— Papai!
— Nós temos que ir embora Taeyang, daqui a pouco fica escuro e perigo para nós voltarmos.
— Mas…
— Calado!
Uma semana após a festa no castelo e o reencontro com Hoseok, Taehyung ainda tinha que lidar com as perguntas do filho, principalmente por ele ter ficado com a frase de Hoseok na cabeça. Ele contava para todo mundo que o príncipe tinha dito que eles se apareciam e se, ninguém percebia a semelhança, agora vivia procurando as características de Hoseok em Taeyang e os boatos de que Taehyung tinha servido de prostituto para o mesmo, voltavam a voltar e crescer entre os vizinhos.
Ele já nem podia sair de casa, sem ter que ouvir cochichos e perder a paciência com aquelas pessoas fofoqueiras que não tinham nada o que fazer além de inventar boatos, não tão boatos, dele. Taehyung odiava dizer que foi um prostituto. Ele não tinha sido um. Pelo menos, na sua cabeça. Ele tinha visto sua relação com Hoseok como uma coisa pura de dois adolescentes que tinham se apaixonado no momento menos propício par aquilo, mas que tinham vivido um lido amor
Taehyung parou seus afazeres, quando viu cavalos bons e bonitos pararem na frente de sua casa e descer alguns soldados de lá. Alguns vizinhos ficavam na cerca, olhando para ver o que pessoas tão bem-vestidas, possivelmente do reino, estavam fazendo na casa daquele prostituto e pai solteiro.
Ele largou a pá e foi até o portão e o guarda mais velho que estava com uma caixa na mão, aproximou-se dele.
— Vossa Alteza, Jung Hoseok, presenteia-te com esse singelo presente. — o guarda disse.
— Manda ele enfiar no… — Taehyung calou sua boca rapidamente ao ver seu filho e sua sobrinha olhando para ele. — Eu não quero.
— Ele insistes que fique com isto, senhor Kim.
Taehyung respirou fundo, pegando o objeto que era um tanto pesado.
— Obrigado. — ele tentou sorrir.
O homem olhou para os lados, vendo os vizinhos ainda xeretando sua vida, mas tentou ignorar até que ouviu um comentário maldoso de sua vizinha.
— A princesa estás doente e estás recebendo um presente do príncipe. Vais voltar a ser o prostituto dele?
— Tu és uma velha fofoqueira! — ele exclamou. — Ninguém aqui foi prostituto de ninguém. Achas se tivesse sido, estarias aqui olhando para tua cara feia? Se tivesse sido, tinha pedido muitas joias, casas e estaria o ameaçando até hoje para conseguir mais e mais. Isso aqui deves ser algum presente que mandam para os melhores alunos da escola, coisa que Taeyang foi, diferente do teu filho!
— Mal-educado!
— Mal-educada a senhora que não respeitas os outros e fica falando mentiras que podem acabar com a vida de alguém inocente! — ele bufou, entrando em sua casa.
Taehyung se trancou em seu quarto, abrindo a caixa de madeira rapidamente, tirando de lá várias cartas. Todas elas estavam bem desgastadas com o tempo, mas uma em específico estava nova e foi a primeira que abriu. A carta explicava que ele não queria uma volta dos dois, mas apenas uma oportunidade de provar que era inocente e de que queria poder ver Taeyang mais vezes. A carta também dizia que ali não tinha metade das cartas que um dia ele escreveu para entregá-lo, pois foram estragadas com o tempo. Hoseok também escreveu que ele não precisava ler, porém era só ver as datas e poder perdoá-lo por todo mal que seu irmão tinha feito para os dois e, principalmente, para ele. Também pediu desesperadamente que, agora que sua esposa tinha morrido, que ele não separasse Taeyang do mesmo. E pediu, se ele quisesse, um encontro no mesmo lago de antes para que pudessem conversar melhor.

No dia do encontro, Taehyung chegou lá e Hoseok já o esperava enquanto acarinhava o seu cavalo.
— Alteza. — Taehyung chamou, sendo prontamente atendido por Hoseok. — Eu vou permiti-lo que veja Taeyang. Mas não coloques meu filho em perigo, entendeu? — Taehyung falou de vez, esperando que aquela conversa não durasse muito. — Ele é meu bem maior e não quero que estejas em rumores ou em perigo por ser um filho bastardo.
— Tu sabes que eu nunca farias isso com meu filho, Taehyung. Tu sabes que se eu soubesse que teria um filho contigo, eu nunca iria deixá-lo na mão. — Hoseok tentou se aproximar ainda mais de Taehyung, deixando o outro tímido.
— Não quero conversar sobre o passado, Hoseok. — Taehyung suspirou. — Passado tens que ficar no passado. Tu nunca esteves aqui para cuidar de teu filho. A mim não me importa se foi ou não um plano. A única coisa que muda é que poderei perdoá-lo mais rápido. Não contes ao meu filho que tu és pai dele, ok? Digas que queres ser amigo dele.
— Claro. — Hoseok ficou triste. — Vou respeitá-lo.
Taehyung deu um sorrisinho, olhando para Hoseok.
— Quando quiseres vê-lo, mande um recado para mim, está bem? — ele disse, virando. — Eu levo-o onde quiseres.
— Taehyung! — Hoseok chamou-o. — Não se vá assim, tu sabes que eu ainda te amo.
— Nós não temos mais nada além de um filho juntos. — Taehyung foi frio, não querendo admitir que também o amava. — Passar bem, Hoseok!

Taehyung ficou mais irritado por ter passado dias e Hoseok não ter entrado em contato para o próprio filho. Do que adiantava ter provado naquelas cartas que não tinha o enganado se quando tentou uma reaproximação com o filho, ele tinha desaparecido.
— A rainha HyungSee, morreu. — o irmão de Taehyung falou, enquanto entrava em casa.
Taehyung parou de fazer tudo o que estava fazendo, chocado.
Hoseok viúvo?

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