Homul entrou no quarto de Hoseok. Seu irmão estava na cama, olhando para o nada e o outro bufou. Fazia dias que Hoseok nem comer comia, não que isso incomodasse ele, afinal, sua mãe sempre ia lá, fazê-lo tomar um copo d’água.
— Ficarás aí para sempre? — Homul perguntou. — Sem comer, tomar banho ou beber um copo de água?
— Te importa? — Hoseok perguntou. — Sei que tu queres que eu morra.
— Quem disseste isto? É uma mentira!
— Depois que me falaste que foi compraria veneno para mim.
— Agi como vosso vai queria que agisse, sabes, Hoseok? Porém sobre o plebeuzinho, eu nunca iria atrás dele, jamais gostaria de ver meu reino sendo comandado por um filho bastardo.
— NÃO FALES ASSIM DE MEU FILHO!
— Oh! — Homul deu risada. — Nem conheces a criança e já estás assim? Acho que HyungSee morreu de desgosto ao saber que tu tinhas um filho fora do casamento.
— O quê? Como assim, Homul? Tu disseste algo para ela?
— Eu? — o outro deu risada. — Não. Só que Ahra…
— OS DOIS SÃO DUAS COBRAS QUE EU CONFIAVA! — Hoseok exclamou, raivoso. — A vida não pode ter permitido que ficasse com Taehyung, mas contar algo assim para minha esposa. Algo que aconteceu antes de conhecê-la!
— Saiu sem querer.
— Ainda Ahra apoiaste no plano de se passar por mim e afastar Taehyung.
— Homul é uma esposa exemplar. Uma mulher bela e submissa como devem ser. Como sabes, o homem és a cabeça da mulher.
— Então tua esposa tens a pior cabeça do mundo!
Homul bufou, aproximando-se ainda mais do irmão, indo até uma mesa perto dele e colocando um copo de água para o irmão e pingou um remédio ali. O mesmo remédio que usou para envenenar HyungSee aos poucos até sua morte.
— Tome. — Homul entrou o copo para o irmão, que evitou pegar. — Tu tens que tomar algo.
— Nada que saia dessa casa! Ainda não fizeste nada com meus filhos, pois sabes que vossa mãe faz questão de experimentar os alimentos deles, pois jurou sacrificar sua vida até que pudessem se virar sozinhos.
— Achas que mataria o herdeirozinho do reino?
— Acho!
Eles ficaram quietos por segundos e podiam ouvir uma movimentação e vozes altas aproximassem do quarto de príncipe. Homul apertou mais a mão que estava o copo e Taehyung entrou lá, ficando estático ao ver que – realmente – Hoseok tinha um irmão gêmeo idêntico a ele, embora seu irmão tivesse expressões mais marcadas como de um vilão.
— O que estás fazendo aqui! Prenda-o! — Homul ordenou.
— Solte-o! — Hoseok falou. — Homul não mandas em nada. — ele levantou-se da cama, indo em direção a Taehyung. — Eu estou ordenando que vocês soltem-no! — os soldados soltaram Taehyung. — Saiam!
— Que cena mais romântica, não? — Homul deu risada, quando estavam os três sozinhos. — Não sabes como estou feliz em reencontrá-lo. Como se chamas mesmo? — Homul se aproximou de Taehyung, porém Hoseok puxou o mais novo para longe do irmão.
— Não fales comigo desta forma, certo? — Taehyung só pensava em pular em cima daquele homem e dá-lo uma surra. — Agora que sei a verdade, eu nunca mais caíres em sua lábia.
— Quem provas? Como sabemos que teu bastardinho não és meu filho? Talvez, em alguma noite, quem tenha ido deitar-se contigo…
Taehyung não aguentou e pegou um candelabro sem velhas e avançou em Homul, acertando o objeto pesado na cabeça dela com força. O príncipe gritou, caindo no chão, com a mão na orelha. Taehyung não tinha dado tempo nem dele respirar, quando puxou seus cabelos com força e continuou o batendo.
— O que és isso? — o plebeu perguntou, olhando para o copo de água pela metade.
Hoseok queria muito separar os dois, porém gostava de ver o irmão apanhando e deixando Taehyung descontar a raiva que sentia do tempo e dele no irmão.
— Por acaso, aqui tem veneno?
— Claro que não, estás louco?!
— BEBE ISTO SE NÃO TEM NADA! — Taehyung gritou. — BEBES!
— Achas que eu vou respeitar um plebeu?
— Achas que vou respeitar uma pessoa que não respeitas nem a família? — Taehyung continuou batendo em Homul com o candelabro. — Esqueceste que sou fazendeiro e eu tenho força para bater-te até que morra!
— Saias de cima dele, Taehyung. — Hoseok tirou o mesmo de cima dele. — Tu não mereces ficar com as mãos sujas por causa dele.
Homul olhou para sua mão ensanguentada e levantou-se, encarando os dois.
— Eu vou acabarei com os dois. Se continuar aqui, plebeu, tu não saíras vivo daqui!
O outro saiu do quarto, deixando Hoseok sozinho com Taehyung e o mesmo caiu na cama, sentindo-se fraco.
— Hoseok, tu estás bem?
— Sim. — ele respondeu, umedecendo seus lábios secos. — Vás embora, Homul me queres morto e queres que todos saiam como o ruim e não ele.
— Ele que morrerás se fizer algo contigo!
Hoseok fechou os olhos, rindo do que Taehyung disse.
Taehyung cutucou Hoseok na cama e o acordou da forma mais calma possível. Ele até relembrara do tempo que vinha dormir em seu quarto e ele o acordava no meio da madrugada para voltar para sala. O mais novo sentou-se na ponta da cama, entregando um prato para ele.
— Coma. — Taehyung pediu. — Eu quem fiz o prato para você.
— Não estou com fome.
— Estás sim. — ele aproximou-se ainda mais de Hoseok. — Eu me lembro como é ficar com fome muitos dias. Depois de dias sem comermos, nós achamos que não temos sede ou fome, mas tudo és tudo enganação. Tu precisas ficar forte, pois tens um irmão para pôr para fora e filhos que necessitam de ti… E um que precisa te conhecer.
— Se as coisas tivessem dado certo, nós estaríamos todos juntos.
— Certas coisas devem acontecer de algum modo, entende? Às vezes, foi o melhor acontecer as coisas assim e então, o futuro serás bem melhor, Hoseok. Porém tens que cuidar da tua saúde, ok?
O lado mãe que Taehyung tinha adquirido com o tempo, tinha ajudado-o a convencer Hoseok a se alimentar. Aquilo dava uma certa nostalgia dos tempos juntos e de quando o príncipe convencia-o a comer umas coisas estranhas jurando que era bom, mas, na verdade, era horrível.
Taehyung reparava o rosto maduro – e ainda mais atraente – de Hoseok, concentrado em comer. Taehyung suspirou, sentindo uma onda de calor dentro dele e mordeu os lábios, pedindo para que aquilo acabasse logo e ele pudesse ir embora, mas aquilo foi a última coisa a acontecer. Após Hoseok terminar de comer, Taehyung não conseguiu se despedir, ele apenas queria ficar ali e ajudar mais a pessoa que foi ou ainda era o amor da sua vida. Hoseok foi convencido a tomar um banho e novamente, em um banho, eles tinham beijado-se, pela primeira vez, depois de anos.
Experimentar os lábios mais experientes e maduros era uma sensação muito gostosa, além de um pouco de falta de timidez dos dois, deixarem as coisas fluírem com mais naturalidade.
Quando eles deram por si, já estavam pelados naquele banheiro, sentindo o corpo nu um do outro, enquanto gemiam abafados para não chamarem atenção de nada e nem ninguém. Taehyung tinha suas coxas apertadas pelas mãos de Hoseok e adorava a sensação de tê-lo dentro de si outra vez, enquanto apertava os ombros do mesmo com força, querendo mais do príncipe.
— Eu te amo, Taehyung. — Hoseok sussurrou.
— Eu também te amo, Hoseok. — Taehyung respondeu em um suspiro, necessitado e beijou os lábios de Hoseok. — Eu sinto tanto sua falta…. Eu senti durante todos esses anos… Nem sequer um dia, eu consegui esquecê-lo.
— Me desculpa, Taehyung. — Hoseok pediu. — Eu tentei fazer de tudo para encontrá-lo, eu juro… Eu fui um burro de deixá-lo ir.
— Na verdade, tu salvaste minha vida e a vida de teu filho. Eu ficaria grávido de qualquer modo e imagina se tivesse esse filho aqui? Nós dois poderíamos estar mortos. É por isso que digo, que as coisas são como tem que ser.
— Eu queria voltar ao tempo…
— Larga este reino, Hoseok, e venha morar comigo. Eu não posse dar-te luxo, joias e poder. Mas posso dá-lo uma casa, comida, amor e família. Só largue isto. Isto nunca te fez bem. Eu lembro-me de dizer que odiavas saber que um dia terias que ser rei… — Taehyung olhou para Hoseok, acariciando o cabelo dele. — Só renuncie e viva longe destas pessoas que tentaram matar-te.
— Eu tenho filhos, Taehyung, eu não posso.
— Leve-os. Eu prometo cuidá-los como se fossem meus. Não me faças ficar longe de ti mais uma vez…
Hoseok deslizou a mão pelas costas nuas de Taehyung, trazendo-o para próximo dele e beijando-o, fortemente.

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